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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Anticoncepcional Masculino

anticoncepcional masculino


Sobre o Anticoncepcional Masculino

Para quem achava que a ‘culpa’ de engravidar é da mulher e que apenas ela que deveria preocupar-se em impedir a concepção vem aí a novidade do mercado: o anticoncepcional masculino.

Os testes já foram feitos e o anticoncepcional masculino já foi aprovado. É uma injeção que deve ser tomada todos os meses pelos homens e ela é tão eficiente quanto a pílula ou a camisinha.

Como funciona o Anticoncepcional Masculino

A injeção de anticoncepcional masculino atua da seguinte forma: enquanto o homem estiver sob efeito desse anticoncepcional a produção de espermas dele é bloqueada. Mas não precisa se assustar. O homem continuará sendo muito macho e fértil.

Assim como a mulher (que para de ovular ao tomar a pílula), o homem deixará de produzir temporariamente o esperma, mas um tempo depois de parar de tomar a injeção, tudo volta ao normal no organismo.

Eficácia do Anticoncepcional Masculino

E para comprovar a eficácia desse método é bom salientar que apenas um dentre 100 homens do teste conseguiu engravidar uma mulher enquanto estava sob o uso do anticoncepcional. Outra vantagem do anticoncepcional masculino é que o homem passa a ter mais responsabilidade sobre a gravidez e as mulheres podem ficar mais despreocupadas.

Outros testes ainda devem ser realizados antes que a injeção chegue ao mercado, já que outras tentativas de se fazer um anticoncepcional masculino traziam efeitos colaterais, como diminuição do desejo sexual e variações de humor.

Efeitos colaterais do Anticoncepcional Masculino

O anticoncepcional masculino não apresentou nenhum efeito nos homens que participaram dos testes, porém, mais de um terço dos voluntários desistiu do programa sem apresentar motivos para isso. Será que esse anticoncepcional realmente vai p

Métodos anticoncepcionais ou contraceptivos



Todas as mulheres e homens devem ter controle sobre quando desejam ter filhos. Não é fácil escolher entre os métodos anticoncepcionais, ou contraceptivos, já que há muitas coisas a considerar. Aprender sobre os métodos anticoncepcionais que você ou seu parceiro podem usar, e conversar com um profissional da saúde, são duas boas formas de começar.

Não há "o melhor" método anticoncepcional. Cada contraceptivo tem suas vantagens e desvantagens. Alguns métodos funcionam melhor do que outros para prevenir a gravidez. Pesquisadores estão sempre trabalhando no desenvolvimento e aprimoramento dos métodos anticoncepcionais.



Na escolha do método anticoncepcional você deve levar em conta:

Sua saúde geral.

Com que freqüência tem relações sexuais.

A quantidade de parceiros sexuais que tem.

Se deseja de ter filhos no futuro.

A eficiência de cada método em prevenir a gravidez.

Qualquer efeito colateral potencial.

O seu nível de conforto usando o método.



Tenha em mente que nenhum método anticoncepcional previne a gravidez sempre. Métodos anticoncepcionais podem falhar. Porém, você pode elevar bastante a eficiência do método anticoncepcional usando-o sempre corretamente. A única forma de ter certeza que nunca engravidará é não ter relação sexual (abstinência).



Quais são os diferentes métodos anticoncepcionais que posso usar?

Há vários métodos anticoncepcionais que a mulher pode usar. Converse com seu médico para ajudá-la a escolher qual é o melhor para você. Pode-se sempre tentar um método, e se não gostar trocá-lo por outro.

Tenha em mente que a maioria dos métodos anticoncepcionais não a protegem do vírus HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis como gonorréia, clamídia e herpes. Tirando a abstinência sexual, a melhor proteção para HIV e doenças sexualmente transmissíveis é o preservativo masculino. O preservativo feminino pode oferecer alguma proteção contra doenças sexualmente transmissíveis. Outros métodos anticoncepcionais que envolvem usar espermicida também podem dar alguma proteção contra gonorréia e clamídia.

Tenha sempre em mente que todos os métodos anticoncepcionais que falaremos a respeito a seguir funcionam melhor se usados corretamente. Certifique-se que sabe a forma correta de usá-los. Converse com seu médico e não fique envergonhada de perguntar se tiver dúvidas.



Abaixo está uma relação de métodos anticoncepcionais com estimativa de eficiência:

Abstinência contínua - Significa nunca ter intercurso sexual. É o único método com 100% de eficiência para evitar a gravidez.

Abstinência periódica e métodos de consciência dos dias férteis - A mulher com um ciclo menstrual regular tem por mês em torno de 9 ou mais dias férteis, ou dias nos quais ela pode ficar grávida. Abstinência periódica, popularmente conhecia como método da tabelinha, significa não ter relação sexual nos dias que pode estar fértil. Em métodos de consciência dos dias férteis pode-se ter relação sexual no período fértil, porém usando métodos anticoncepcionais de "barreira", os quais impedem o esperma de alcançar o ovo. Esses métodos incluem preservativos, diafragmas ou capuz cervical; usados juntamente com espermicidas. Esses métodos têm eficiência entre 75-99% na prevenção da gravidez.

Preservativo masculino - Esse método é classificado como de barreira, porque coloca um bloqueio, ou barreira, que impede o esperma alcançar o ovo. Preservativo masculino, popularmente conhecido como camisinha, tem entre 86-98% de eficiência na prevenção da gravidez. Lubrificantes à base de óleo, como óleos de massagem, óleos para bebês e loções enfraquecem o preservativo que pode romper. Sempre mantenha os preservativos fora do calor e umidade. Pesquise preços de preservativos masculinos

Contraceptivos orais ou pílula anticoncepcional - Contraceptivos orais, popularmente chamados de pílula anticoncepcional, contêm hormônios estrogênio e progestina. A pílula é tomada diariamente para impedir a liberação dos ovos do ovário. Isso também ameniza o fluxo durante a menstruação e protege contra doenças inflamatórias pélvicas, câncer de ovário e câncer endometrial. Por outro lado, a pílula aumenta o risco de doença cardíaca, incluindo pressão alta, coágulos sanguíneos e obstrução de artérias. Se você tem mais de 35 anos e fuma, ou tem histórico de coágulos sanguíneos ou câncer de mama ou endometrial, seu médico a pode aconselhar a não usar pílula anticoncepcional. Se usada corretamente, a pílula tem entre 95-99,9% de eficiência na prevenção da gravidez. Você precisa de orientação médica para certificar-se que não terá problemas.

Mini-pílula - Diferente da pílula combinada, a mini-pílula tem somente o hormônio progestina, e não estrogênio mais progestina. Tomada diariamente, a mini-pílula reduz e engrossa o muco cervical para prevenir que o esperma alcance o ovo. Ela também impede o ovo fertilizado de implantar-se no útero. A mini-pílula ainda diminui o fluxo da menstruação e protege contra câncer endometrial e de ovário. Mulheres amamentando podem usar a mini-pílula porque ela não afeta o suprimento de leite. A mini-pílula é uma boa opção para mulheres que não podem tomar estrogênio ou que têm risco de coágulos sanguíneos. Se usada corretamente, a eficiência da mini-pílula é de 95-99,9% na prevenção da gravidez. Você precisa de orientação médica para certificar-se que não terá problemas.

DIU T de cobre - DIU é um pequeno dispositivo em forma de T. Seu médico o coloca dentro do útero. Os braços do DIU de cobre em forma de T contêm algum cobre, o que interrompe a fertilização ao prevenir que o esperma passe pelo útero em direção ao tubos de falópio. Se a fertilização ocorrer, o DIU pode prevenir o ovo fertilizado implantar-se no revestimento do útero. O DIU T de cobre pode ficar no seu útero por até 10 anos. Ele não a protege contra doenças sexualmente transmissíveis. Esse DIU é 99% eficiente na prevenção da gravidez. Esse método anticoncepcional requer visita ao médico para a implantação do DIU e verificar se não está havendo nenhum problema.

DIU Progestasert (dispositivo intra-uterino) - Esse DIU é um pequeno plástico em forma de T que é colocado dentro do útero por um médico. Ele contém o hormônio progesterona, o mesmo produzido pelo ovário durante o ciclo menstrual. A progesterona faz com que o muco cervical fique espesso, de modo que o esperma não consegue alcançar o ovo, e o ovo fertilizado fica impedido de implantar-se dentro do revestimento do útero. O DIU Progestasert pode ficar no útero por um ano. Esse DIU é 98% eficiente na prevenção da gravidez. Esse método anticoncepcional requer visita ao médico para a implantação do DIU e verificar se não está havendo nenhum problema.



Preservativo feminino - Usado pela mulher, esse método de "barreira" impede o esperma de entrar no seu corpo. Ele é feito de poliuretano, tem lubrificante e pode oferecer proteção contra doenças sexualmente transmissíveis. O preservativo feminino pode ser colocado até 8 horas antes do intercurso sexual. Esse método anticoncepcional tem entre 75-95% de eficiência na prevenção da gravidez.

Implante (Norplant and Norplant 2) - Esse produto consiste de cápsulas pequenas e finas que são colocadas abaixo da pele. Essas cápsulas liberam uma quantidade constante e bem pequena de um esteróide que previne a gravidez por até 5 anos. As cápsulas podem ser removidas a qualquer momento, e então você poderá ficar grávida. Esse método anticoncepcional tem 99,8% de eficiência na prevenção da gravidez. Requer visitas ao médico para verificar se não está havendo nenhum problema.

Depo-Provera - Nesse método anticoncepcional a mulher toma injeções do hormônio progetina nas nádegas ou braço a cada 3 meses. Esse método anticoncepcional tem 99,7% de eficiência na prevenção da gravidez. Requer visitas ao médico para verificar se não está havendo nenhum problema. O uso prolongado pode ocasionar perda significativa na densidade óssea. Mulheres só devem usar esse método por longos períodos se todas as outras opções forem inadequadas.

Diafragma e capuz cervical - Esses são métodos anticoncepcionais de "barreira", onde o esperma é impedido de alcançar o ovo. O diafragma é moldado como uma taça rasa de latex. O capuz cervical é um dispositivo de latex em forma de dedal. Ambos têm tamanhos variados e você precisa de assistência profissional para escolher o que melhor se encaixa. Antes da relação sexual você os usa com espermicida colocando-os dentro da vagina para tampar seu cervix (colo do útero). Você pode comprar espermicidas em farmácias. Os espermicidas também ajudarão a protege-la contra gonorréia e clamídia se tiverem nonoxynol-9. Algumas mulheres podem ser sensíveis ao nonoxynol-9 e precisam usar espermicidas que não o contém. O diafragma tem eficiência entre 80-94% na prevenção da gravidez. Já o capuz cervical tem eficiência entre 80-90% para mulheres que ainda não tiveram filhos, e entre 60-80% para as que já foram mães. Esses métodos requerem visita ao médico para verificar qual produto tem o melhor encaixe.

Adesivo Ortho Evra - Esse é um adesivo de pele que libera hormônios progestina e estrogênio na circulação sanguínea. Coloca-se um novo adesivo a cada semana por três semanas e então não o usa durante a quarta semana para ter a menstruação. O adesivo é 99% eficiente na prevenção da gravidez, porém parece ter a eficácia reduzida em mulheres que pesam mais de 90kg. Você precisa consultar seu médico para ele prescrever esse produto e verificar se você não está tendo problemas.

Anel vaginal contraceptivo hormonal (NuvaRing) - NuvaRing é um anel que libera os hormônios progestina e estrogênio. Você aperta o anel entre o polegar e o dedo indicador e o insere na vagina. Usa-se o anel por três semanas, remove-se na quarta semana para a menstruação e então cola-se novamente. O anel tem eficiência entre 98-99% na prevenção da gravidez. Você precisa consultar seu médico para ele prescrever esse produto e verificar se você não está tendo problemas.

Esterilização cirúrgica (ligação de trompas ou vasectomia) - Esses métodos cirúrgicos são para pessoas que querem um método anticoncepcional definitivo. Em outras palavras, nunca quiseram ser pais ou não desejam ter mais filhos. A ligação de trompa é feita na mulher para impedir que os ovos desçam ao útero onde são fertilizados. No homem a vasectomia impede que o esperma vá até o pênis, de modo que a ejaculação não tenha espermatozóides. Esses métodos tem eficiência ente 99-99,5% na prevenção da gravidez.

Contracepção de emergência - Esse não é e nunca deve ser usado como um método contraceptivo regular. Contracepção de emergência é usada para impedir que a mulher fique grávida quando teve intercurso vaginal sem usar nenhum método anticoncepcional ou quando o anticoncepcional tenha falhado (como o preservativo rompido). A contracepção de emergência consiste em tomar, até 3 dias depois da relação sexual, duas doses de pílulas hormonais com intervalo de 12 horas entre elas. Esse método as vezes é chamado de "pílula do dia seguinte". As pílulas têm eficiência de 75-89% na prevenção da gravidez. Outro tipo de contracepção de emergência é a colocação de DIU T de cobre no útero até sete dias depois da relação sexual. Esse método tem eficiência de 99% na prevenção da gravidez. Você precisa visitar seu médico para prescrição desses métodos e verificar se você não está tendo problemas.

Há alguma forma de gel que posso usar para evitar a gravidez?

Você pode comprar espermicidas em farmácias e drogarias. Os espermicidas agem matando os espermatozóides e pode ter diversas formas: gel, creme, tablete, etc. Eles são colocados na vagina não mais que 1 hora antes do intercurso sexual e deixados lá por pelo menos 6 a 8 horas depois. Você terá maior proteção contra a gravidez se usar o espermicida juntamente com preservativo, diafragma ou capuz cervical. Há espermicidas feitos especificamente para serem usados com o diafragma e capuz cervical. Cheque a embalagem para verificar se está comprando o que precisa.

Todos os espermicidas têm químicos que matam os espermatozóides. Alguns espermicidas também têm nonoxynol-9, o qual a pode proteger de gonorréia e clamídia, mas não do vírus HIV. Algumas mulheres são sensíveis ao nonoxynol-9 e devem usar espermicidas que não contêm essa substância. Espermicidas usados sozinhos tem 74% de eficiência na prevenção da gravidez.

Qual é a eficiência do coito interrompido?

O coito interrompido não é um método anticoncepcional eficiente. Ele consiste em remover o pênis da vagina antes da ejaculação. Isso impediria o esperma de alcançar o ovo. Entretanto, pode ser difícil para o homem remover o pênis da vagina antes da ejaculação e isso requer muito auto-controle. Mesmo que o homem não ejacule na vagina, ainda assim há o risco de ocorrer a gravidez. Quando o pênis fica ereto pode haver fluido no topo do pênis que contém esperma. Esse esperma pode engravidar a mulher.

Anticoncepcionais Orais - Mitos, Verdades e Recomendações



Métodos contraceptivos


A Pílula - como são popularmente conhecidos os contraceptivos orais - possivelmente é o método de contracepção mais comum no mundo: calcula-se que nada menos que 90 milhões de mulheres no mundo todo façam uso da Pílula! Os anticoncepcionais atuam evitando que ocorra a ovulação - liberação de óvulo pelos ovários, que se dá por volta do 14º dia do ciclo menstrual.

Com esse número de usuárias, não é de se espantar que os anticoncepcionais orais (ou, abreviando, ACOs), façam parte do seleto grupo de medicamentos mais exaustivamente pesquisados desde o seu surgimento, há cerca de 35 anos.

Apesar de nenhum método contraceptivo ser isento de riscos, estes tendem a ser mínimos e contrabalançados pelos benefícios. Um bom acompanhamento médico pode ajudar a reduzir os riscos em potenciais durante o uso.

Em março de 1996, um grupo de pesquisadores internacionais reuniu-se para desenvolver um consenso quanto aos parâmetros essenciais no acompanhamento das mulheres em uso de contraceptivos orais. Decidiram que deve-se (1) prestar atenção especial aos antecedentes pessoais e familiais de doenças e riscos cardiovasculares das pacientes e (2) realizar aferições regulares da pressão arterial, uma vez que complicações cardíacas (infarte) e vasculares (tromboembolismo venoso) sabidamente relacionam-se ao uso da Pílula.

15 Perguntas e Respostas para Mitos Freqüentes Envolvendo a Pílula

Pílula engorda? Dá varizes? Prejudica a pele e os cabelos? Piora o humor? As dúvidas são tantas que muitas vezes é difícil separar os fatos dos mitos. A seguir, apresentamos algumas das questões mais comuns envolvendo a Pílula:

01 - Parar de tomar pílula pode causar acne.
Verdade. Os androgênios (hormônios masculinizantes) têm sido implicados na etiologia da
acne vulgar, possivelmente por intensificar a hiperceratose folicular. Os ACOs reduzem os níveis sangüíneos de androgênios e, dessa forma, podem colaborar para diminuir a gravidade da acne. Por outro lado, com não existem verdades absolutas na medicina, em algumas raras mulheres a acne pode ser umefeito colateralda pílula.

02 - Alguns remédios podem anular o efeito do anticoncepcional.
Verdade. Sabe-se que a ampicilina, por exemplo, um antibiótico bastante comum e utilizado no tratamento de infecções urinárias, faringo-amigdalites e pneumonias, entre outros, pode reduzir a eficácia dos ACOs. Ainda, várias drogas anti-convulsivantes (utilizadas no tratamento de diversas formas de epilepsia) podem diminuir a eficácia dos anticoncepcionais orais. Nesses casos, a mulheres devem se certificar de que o contraceptivo oral escolhido contenha pelo menos 50 microgramas de etinil-estradiol ou mestranol.

03 - Mulheres que usam pílula têm maior risco de câncer de mama e de útero.
Vamos por partes. O risco de
câncer de mama é praticamente o mesmo entre usuárias e não-usuárias de ACOs. Nos tumores malignos do endométrio (camada mais interna do útero) e do ovário, a pílula exerce um efeito protetor - as usuárias de ACOs apresentam metade do risco de câncer de endométrio e ovário das não-usuárias.

Entretanto, o uso de contraceptivos orais por mulheres jovens parece associar-se ao surgimento de miomas uterinos (tumores benignos) na pré-menopausa, mas são necessários outros fatores reprodutivos (a pílula não leva a culpa sozinha...).

Quanto à relação entre
câncer de cérvice uterina e uso de ACOs, parece não existir consenso - alguns estudos indicam um aumento na incidência, mas nada está definitivamente comprovado.

04 - Pílula engorda.
Ainda que o ganho de peso esteja entre as queixas mais comuns das mulheres que utilizam ACOs, estudos mostraram que isto pode não ser completamente verdadeiro. Uma pesquisa recente avaliou a variação de peso de 128 mulheres em uso de contraceptivos orais durante 4 meses e descobriu que 72% das pacientes não apresentaram qualquer alteração de peso no final do período. Assim, queixar-se de ganho de peso já não é a melhor desculpa para interromper o uso da pílula...

05 - Pílula faz mal para o cabelo.
Não existem evidências científicas comprovando este fato.

06 - A pílula me encheu de varizes.
Os ACOs possuem diversos efeitos sobre o sistema cardiovascular e é possível que estejam envolvidos de alguma forma no desenvolvimento de teleangiectasias (varizes), mas as pesquisas produziram resultados controversas até o momento.

07 - Depois que comecei a tomar a pílula, meu humor mudou.
Podem ocorrer náuseas, dor de cabeça, dor nos seios, sangramentos vaginais irregulares e depressão nos primeiros meses de uso da Pílula, mas estes efeitos colaterais freqüentemente cessam após alguns meses.

08 - A Pílula pode ser usada no tratamento da endometriose.
ACOs realmente fazem parte do tratamento não-cirúrgico desta doença. Progestinas isoladamente podem ser úteis e são a primeira escolha de muitos especialistas.

09 - Depois que comecei a tomar a pílula, não tive mais cólicas menstruais.
A
menstruação dolorosa (chamada de dismenorréia pelos médicos) é menos freqüente nas mulheres que não ovulam. Por isso, os ACOs podem ser úteis em 70-80% dos casos de dismenorréia. Quando a pílula é suspensa, as mulheres geralmente sentem a mesma intensidade de dor que apresentavam antes do seu uso.

Todavia, alguns ACOs podem estar associados à ocorrência de hipermenorréia (menstruação muito volumosa e intensa) e a falta de controle de problemas no ciclo menstrual, caracterizada principalmente por sangramentos irregulares e menstruações dolorosas, são problemas comuns enfrentados por algumas usuárias de contraceptivos orais, sendo uma das principais razões de suspensão do uso - cerca de 1/3 das mulheres em uso de ACOs apresentam sangramentos (
spottings)intermenstruais.

10 - Mulheres que tomam Pílula demoram mais para engravidar quando param.
Verdade. O retorno à fertilidade em mulheres que interromperam o uso de ACOs leva mais tempo quando comparado às mulheres que interromperam outros métodos contraceptivos, mas não parece haver prejuízo da fertilidade como um todo.

11 - Com o tempo, a Pílula ajuda a proteger os ossos.
Algumas pesquisas têm mostrado que o uso de altas doses de ACOs em mulheres após a menopausa diminui o risco de fraturas e suspeita-se que seu uso possa melhorar a densidade mineral óssea em mulheres jovens, mas faltam maiores comprovações científicas.

12 - Mulheres com doença falciforme não podem tomar Pílula.
Mulheres com drepanocitose (doença falciforme) freqüentemente não fazem uso de contraceptivos orais contendo estrogênio e progesterona, pois preocupam-se com a possibilidade dos hormônios piorarem a doença. Estudos laboratoriais não encontraram evidências comprovando este temor.

13 - Mulheres com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) não devem tomar Pílula.
Verdade. Os contraceptivos orais podem precipitar episódios de LES em mulheres portadoras desta doença.

14 - Tenho mais de 40 anos e acabei de ter minha última menstruação. Não preciso mais tomar pílula.
Perigo! Este tipo de comportamento está arriscado a ser premiado com uma gravidez indesejada. Nas mulheres que estão entrando na menopausa, recomenda-se o uso de ACOs por 12 meses após a última menstruação.

15 - A Pílula pode piorar a asma.
Mentira. As alterações nos níveis hormonais parecem ter um papel importante na gravidade da
asma nas mulheres e cerca de 30 a 40% das mulheres apresentam flutuações na gravidade das crises relacionadas ao ciclo menstrual. A crise tende a ocorrer três dias antes e durante os quatro dias da menstruação. Os anticoncepcionais orais podem ajudar estes casos, nivelando as flutuações hormonais.

Precauções e Contra-indicações no uso de Contraceptivos orais

Apresentamos abaixo uma lista de possíveis situações que devem ser consideradas e discutidas com seu médico antes de escolher um método contraceptivo.

A Pílula não é recomendada em mulheres com:

- Tromboflebite ou distúrbio tromboembólico ou história de coagulopatia.
- História de acidente vascular cerebral (derrame).
- História de doença arterial coronariana,
angina pectoris, ataque cardíaco, insuficiência cardíaca ouvalvulopatia cardíaca.
-
Insuficiência renal.
- Antecedentes ou suspeita de
câncer de mama ou câncer estrogênio-dependente em órgãos reprodutivos.
- Gravidez confirmada.
-
Tumor de fígado ou Hepatite aguda.

Recomenda-se acompanhamento médico regular e criterioso para as mulheres em uso de contraceptivos orais que apresentem qualquer um dos seguintes itens:

- Sejam fumantes e tenham mais de 35 anos de idade (os riscos são ainda maiores naquelas que fumam mais de 15 cigarros/dia)
-
Enxaqueca após o uso de contraceptivos orais
-
Diabetes ou Diabetes gestacional
- Cirurgia eletiva de grande porte, com ou sem previsão de imobilização prolongada
- Sangramento vaginal/uterino de origem obscura
- Drepanocitose (Anemia Falciforme)
- Mulheres na fase de aleitamento
- Doenças da
vesícula biliar ou icterícia
- Mulheres com mais de 50 anos de idade
- Doenças do coração ou rins, ou história familiar (especialmente mãe ou irmãs) de morte por doença cardíaca antes dos 50 anos de idade.
- História familal de hiperlipidemia (excesso de gordura no sangue)
- Retardamento mental, doenças psiquiátricas, alcoolismo, dependência de drogas ou qualquer outro distúrbios que dificulte a utilização regular da medicação